One country, two worlds

Resenha publicada na revista The Spectator por Robert Collins

In October 1964, Charles de Gaulle visited Brazil. The country was six months into its military dictatorship. In April of that year, there had been a relatively bloodless coup against the sitting president, João Goulart, who one morning found a tank pointing its muzzle at his residence in Rio. The ensuing military regime lasted for two decades,and routinely tortured its dissidents. One of those tortured was a 22-year-old female member of a militant guerrilla group who was arrested in 1970 and subjected to paddle beatings and electric shocks to her ears, feet, breasts and thighs. Today, she is president. This is Brazil’s fairy tale.

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Purgatório da beleza e do caos

Ângela Faria
Estado de Minas: 16/10/2015

Luiz Eduardo Soares tinha 10 anos quando abriu a janela e deparou com um canhão apontando para seu quarto. Era fim de março de 1964, o prédio ficava entre os palácios da Guanabara e do Catete, alvos tanto dos militares que deflagraram o golpe, apoiado pelo governador fluminense Carlos Lacerda, quanto das forças pró-presidente João Goulart. Violência difícil de esquecer, aquela. Quase meio século depois, lá estava ele, aos 59, intelectual respeitado, fugindo da polícia a alguns quilômetros dali durante a gigantesca manifestação das jornadas de junho de 2013, correndo de agentes da lei que se divertiam em atirar gás lacrimôgeneo sobre a multidão e até dentro de restaurantes. Brutalidade difícil de esquecer.

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Crônicas da violência revelam o Rio de Janeiro atual

Antropólogo Luiz Eduardo Soares faz literatura de grande qualidade em livro que expõe anatomia da violência nacional

  • Sandro Moser

Texto publicado na edição impressa da Gazeta do Povo de 12 de outubro de 2015

Rio de Janeiro. Cidade da festa e do samba. Sensualidade, praia e natureza exuberante. Criativa, acolhedora, “malandra”, no bom sentido; maravilhosa, enfim. Essas qualidades constam dos anúncios de pacotes de viagens que vendem a experiência de conhecer o Brasil a partir do Rio em agências pelo mundo afora.

No livro “Rio de Janeiro – Histórias de Vida e Morte”, o antropólogo Luiz Eduardo Soares mostra que, ainda que alguns dos itens do clichê sejam inegáveis, a experiência urbana no Rio é amplamente superada por aspectos negativos que impõem a necessidade de reinventar a cidade – que no livro serve, mais uma vez, como metáfora do Brasil. 

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Zero zero zero: visão penetrante, conclusiva, e que não autoriza ilusões

Leia a seguir a versão completa da resenha de Luiz Eduardo Soares de Zero zero zero, livro de Roberto Saviano.

Cada um de nós tem suas admirações particulares. Roberto Saviano é um dos meus heróis desde que li Gomorra e soube de sua saga pessoal. Agora, em Zero zero zero, seu livro mais recente, ele foi ainda mais longe. Saviano atua em um gênero que pinça o nervo de nosso tempo: convencionou-se denominá-lo jornalismo literário. Para os céticos, esse título significa nem literatura, nem jornalismo.

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UOL seleciona 10 lançamentos de grandes autores da Flip 2012

A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) concentrará em uma única cidade, entre os dias 4 e 8 de julho, autores consagrados, como Ian McEwan, Jonathan Franzen, J.M. Le Clézio, Jennifer Egan e o brasileiro Luiz Eduardo Soares. Os mesmo autores aproveitam a aproximação da festa para colocar novas obras no mercado.

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Do mar à prisão, a ascensão e a queda do economista do tráfico

Autor de Elite da Tropa, ao lado de André Batista e Rodrigo Pimentel,  o escritor e antropólogo Luiz Eduardo Soares retorna ao tema das drogas em seu novo livro, Tudo ou Nada - A história do brasileiro preso em Londres por associação ao tráfico de duas toneladas de cocaína…

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Pirata do Caribe

Autor de “Elite da Tropa”, Luiz Eduardo Soares lança livro sobre brasileiro preso por ligação com tráfico de duas toneladas de cocaína da Colômbia para o Reino Unido

MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO – ILUSTRADA
FOLHA DE S.PAULO

Economista brasileiro é preso em Londres por associação ao tráfico de duas toneladas de cocaína. É julgado por 14 meses e condenado a 24 anos de cadeia. O caso é amplamente noticiado pela imprensa britânica.

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Escrever o Social: uma trilogia | de Luiz Eduardo Soares

Descrevo, em tom de depoimento, as estratégias empregadas nos três livros mais recentes que publiquei: Meu Casaco de General; 500 dias no front da segurança pública do Rio de Janeiro (Companhia das Letras, 2000); Cabeça de Porco (editora Objetiva, 2005), em co-autoria com MV Bill e Celso Athayde,; e Elite da Tropa (idem, 2006), com Rodrigo Pimentel e André Batista. Trata-se do testemunho de uma construção em certa medida ainda em curso, sob a forma esquemática de um programa de trabalho. Testemunho que reúne considerações políticas e a angústia da influência literária, passando por outras ansiedades e interrogações. A trilogia nasceu do reconhecimento de uma problemática. Exponho, sinteticamente, seus componentes. Antes, porém, eis a descrição sumária de cada obra.

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Prefácio de Luiz Eduardo Soares ao romance de Julio Ludemir, Psico, publicado pela editora Faces

Prefácio a Psico

Luiz Eduardo Soares

Gostaria que no futuro houvesse um consenso entre os historiadores e que fosse usual ler-se que a publicação do romance, Psico, de Júlio Ludemir, em 2012, representou um momento importante da cultura brasileira. É o que penso sobre este livro: trata-se de uma obra marcante e intimamente sintonizada com deslocamentos subterrâneos de placas sociológicas profundas, invisíveis mas estruturantes.

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Beijo Infame e a arte pós-antropofágica do Brasil na diáspora

Luiz Eduardo Soares

 No mundo das conexões e das redes, os contos de Beijo Infame, de Toni Marques (editora Record, 2011), fecham o circuito entre o cu do mundo e as calças da farda nazi-fashion, promovendo um choque fascinante e revelador entre Lolita, a exorbitância naturalizada de Wall Street, o enxame brazuca catando migalhas em New York, as tribos hippies tradicionais repaginadas e a cena erótico-eletrizante que desconstitui a apropriação perversa dos abusos de Abu-Graib.

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