Texto publicado no Facebook em 02/03/2019

Os americanos assistiram à execução de Sacco e Vanzetti

Em Guantánamo, condenados a enlouquecer jamais serão julgados

Ustra estupra sempre pro gozo patriótico d’ilustres canalhas

O país do Pau Brasil definha pusilânime, exangue

Desfila a xepa hipócrita de suas culpas, carnaval

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Entrevista com Luiz Eduardo Soares: Liberalismos, direitos humanos e ordem no Brasil contemporâneo

Quarta-feira, dia 21 de novembro, fomos gentilmente recebidos por Luiz Eduardo Soares para uma entrevista sobre o lugar das direitas no Brasil contemporâneo. A feição do dossiê, composto por temas e abordagens diversas, requeria um entrevistado capaz de articular distintos olhares para a ascensão das direitas. Luiz Eduardo preenche com sobras os requisitos. O entrevistado dispensa maiores apresentações, mas cabe brevemente mencionar sua vasta trajetória acadêmica – como professor de UNICAMP, IUPERJ e UERJ, além de visiting scholar em Harvard, University of Virginia, University of Pittsburgh e Columbia University – e ampla experiência em cargos públicos, como seu período enquanto Secretário nacional de segurança pública bem demonstra. A entrevista expõe um intelectual diretamente comprometido com causas públicas e capaz de olhar o atual momento conturbado a partir de múltiplas perspectivas, em discurso onde reflexões sobre a formação da sociedade brasileira e as tradições da nossa política se encontram com suas experiencias do mundo público. Em tempos de profundas dúvidas sobre a natureza e as saídas para a atual crise, Luiz Eduardo Soares oferece interpretações distantes do conformismo da maior parte das análises de conjuntura contemporâneas.

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Barbárie autorizada

facebook, 5 out de 2018

Amigos, grande parte de nossas vidas é regida pelo que é invisível: emoções, afetos, expectativas, desejos, memórias, fantasias. Há também nossas crenças, valores e as ideias que produzimos ou reproduzimos. Boa parte dos veículos que dão corpo a esse mundo de coisas intangíveis são os símbolos, de que nós, os antropólogos e os artistas, nos ocupamos. Uma característica chave dessa realidade virtual é que ela está imersa feito um iceberg no grande oceano que chamamos inconsciente. Os símbolos são como barcos que brilham no fundo escuro da noite. Quando as ondas baixam, nós os vemos, iluminados, sinalizando para nós alguma mensagem distante e obscura. Quando as ondas sobem, os barcos desaparecem no horizonte.  

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Por que voto em Haddad

Devo começar afirmando minha admiração por Boulos e Ciro. Acredito que Boulos se tornará uma grande referência política, cujo protagonismo contribuirá para redesenhar a configuração partidária atual e espero poder acompanhá-lo no futuro pós-eleitoral. Sua candidatura, entretanto, foi assumida como oportunidade de politização da sociedade, particularmente das classes subalternas, sem a pretensão de disputa efetiva. E aí está o problema, porque as eleições de 2018 são dramaticamente decisivas para o país.

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O SUSP e o Poder Embriagado

Publicado no site “Justificando”em 3 de julho de 2018

A ideia do Sistema Único de Segurança Pública, SUSP, foi formulada e apresentada pela primeira vez no documento chamado Projeto de Segurança Pública para o Brasil, que integrou o programa de governo do então candidato Lula, em 2002. Fui um dos coordenadores e redatores do texto, elaborado no âmbito do Instituto Cidadania[1].Esse documento se transformaria, com a vitória de Lula, na orientação a ser cumprida pela secretaria nacional de segurança pública, da qual fui titular, no primeiro governo Lula (de janeiro a outubro de 2003). Portanto, meu dever como gestor foi criar as condições para a implementação do SUSP, o que exigiria amplas negociações com os 27 governadores e o Congresso Nacional, visando a mudança do artigo 144 da Constituição, indispensável à plena viabilização do Sistema Único de Segurança Público, ainda que algumas alterações infra-constitucionais fossem também pertinentes — embora insuficientes.

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Segurança Pública, com Luiz Eduardo Soares

Murilo Ferraz e Marcos Carvalho Lopes recebem o antropólogo Luiz Eduardo Soares para falar sobre segurança pública para o site Filosofia Pop.

O tuíte do General

O tuíte do General

Luiz Eduardo Soares

O tuíte do general VillasBoas, comandante do Exército, é a maior chantagem à Justiça desde a ditadura. O Supremo tem, agora, uma arma apontada contra os juízes: ou votam contra o HC de Lula e pela prisão em segunda instância, ou… ou o quIe, general? Traem a pátria? Traem o interesse público? Contrariam suas convicções pessoais? Desagradam sua corporação? Se o ministro Fachin tinha sido ameaçado, agora teria razões para denunciar a chantagem.

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O dia mais triste de nossa nossa precária democracia, hoje aviltada, exige de nós, democratas, unidade e luta.

(6 de abril de 2018)

Luiz Eduardo Soares

(1) O anti-petismo é um veneno que contagiou parte da sociedade, serviu de combustível à extrema direita, intoxicou as relações, infundiu ódio na política e a conflagrou. Por isso, mesmo não sendo petista, sou anti-anti-petismo. O anti-petismo generaliza acusações e identifica o PT como fonte de todos os males. Lembra, guardadas as devidas proporções, o antissemetismo que alimentou o nazismo. Os movimentos autoritários precisam apresentar-se como cruzadas morais para definir o Outro não como adversário no conflito natural e democrático de posições, mas como inimigo a ser eliminado.

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Legalização das drogas é solução para a violência, diz especialista

Entrevista para o site R7, Coluna do Fraga, em 27/03/2018

Um dos maiores especialistas em Segurança Pública no País, o antropólogo, escritor e professor Luiz Eduardo Soares defende que a chave para combater a violência no País não é a intervenção militar, como acontece no Rio, mas a soma de três pontos-chave: a legalização das drogas, a alteração do artigo 144 da Constituição que desenhou o atual esquema de Segurança Pública do País e o investimento na redução das desigualdades.

Sem esses três pontos, ele explica, qualquer outra tentativa deve fracassar. A defesa à legalização das drogas acontece porque, para ele, é o esquema financeiro do tráfico que perpetua a violência e recruta os jovens do País. E só a legalização cortaria o efeito financeiro, o grande negócio do tráfico. Com o desenho da Segurança Pública do País, segundo Soares, são os jovens da ponta do tráfico de drogas que acabam nas cadeias e anos depois integram as facções criminosas trazendo mais violências às ruas. Um ciclo vicioso sem fim. 

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Conversación con Luiz Eduardo Soares

Librevista[2] .- En su introducción al libro Filosofía y el futuro, Richard Rorty
finaliza diciendo: Me gusta pensar que la perspectiva filosófica que propongo
es una extensión natural del proceso de secularización que inició el
Renacimiento y se aceleró en el siglo 18. La secularización ha contribuído a
aumentar la felicidad humana. Podría producirse un mayor aumento si la
perspectiva pragmatista de la verdad se convirtiera, primero en la sabiduría
convencional entre los intelectuales, y al cabo de unos siglos en adelante, en
parte del sentido común”
(ver en http://www.librevista.com/introduccion-libro-filosofia-y-el-futuro.html)
Luiz Eduardo, ¿qué piensas acerca de esta esperanza?

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