Livro de coautor de ‘Elite da Tropa’ aborda violência do Rio e gênese do mensalão

Pendurado por um cinto, com meio corpo para fora de um helicóptero, um policial com um fuzil gargalha enquanto ameaça atirar na multidão reunida para protestar contra o assassinato de um menino, na Mangueira.

Noutro trecho, um assustado jovem de classe média conhece o calor e a corrupção de uma prisão carioca. E, numa terceira, o líder de uma facção criminosa diz que quer se entregar, mas sabe que morrerá na cadeia. Afinal, virou um arquivo vivo e sabe quais policiais e autoridades embolsaram dinheiro do tráfico nos últimos anos.

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Entrevista a Daniel Oliveira

(1) A mobilização estudantil é parte da história de nosso país. Os estudantes tiveram e têm muita importância por sua ação política em geral crítica, sensível às grandes questões democráticas e populares. Nos últimos 20 anos, mais ou menos, as entidades nacionais mais relevantes por sua tradição, como a UNE, foram aparelhadas pelo PCdoB, em acordo com outros partidos, o que esvaziou a força de sua voz, abalou sua legitimidade e sua representatividade. Sobretudo depois que o PCdoB passou a gravitar em torno do governo do PT.

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Luiz Eduardo Soares fala sobre peça “Entrevista com um Vândalo”

Imagine um triângulo amoroso formado por um policial infiltrado, uma escritora e um militante blackbloc. Foi esta a trama idealizada Luiz Eduardo Soares na peça “Entrevista com um Vândalo”, que ficou em cartaz, em curta temporada em junho, no Teatro Sérgio Porto, na cidade do Rio de Janeiro. Soares assina o texto, e Marcus Faustini, a direção. Os atores Márcio Vito, Valquíria Oliveira e Ian Capillé também se revezam no papel de um governador, uma secretária e um coronel da PM. O desejo dos realizadores do espetáculo é que ele tenha uma restreia em um futuro próximo, mas ainda não há nada confirmado.

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Luiz Eduardo Soares: “Acabou o sossego para as elites brancas brasileiras”

por Dario de Negreiros, do Rio de Janeiro, especial para o Viomundo* 

O imperativo de desmilitarização das polícias brasileiras tem aparecido com cada vez mais força e maior frequência no debate público, em especial dentre os setores mais progressistas.

Apesar disso, é raro encontrarmos textos que aprofundem a compreensão da questão e que ponham em pauta outras deficiências tão ou mais importantes de nossas instituições policiais.

eduardo-e1392597770711Isso o faz, seguramente, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos autores da PEC-51, que altera radicalmente a arquitetura institucional da segurança pública no país.

Desmilitarização, ciclo completo e carreira única formam o tripé da emenda constitucional proposta pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Nesta entrevista, concedida no dia 13 de janeiro, na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), além da discussão mais geral sobre os impasses da segurança pública no Brasil, o professor faz sua análise sobre os resultados obtidos nesta área pelo governo Cabral, no Rio. Sem grandes motivos, em sua ótica, para otimismo.

“O governo parece ser o governo das empreiteiras, para os grandes eventos, a corrupção grassa e as reações às manifestação democráticas são reações repressivas do pior estilo”, diz. “Nós temos realmente uma corrosão da legitimidade política do governo do Rio que é espantosa.”

Soares ocupou os cargos de Secretário Nacional de Segurança Pública (em 2003, no governo Lula) e de Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Rio (entre 1999 e 2000, no governo Garotinho), quando foi também sub-secretário de Segurança Pública. Em parceria com os policiais do Bope Rodrigo Pimentel e André Batista, escreveu o livro Elite da Tropa, que deu origem ao filme Tropa de Elite.

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Versão integral da entrevista a Marcelo Moura de Souza Santos, revista Época

Aqui está a versão integral da entrevista a Marcelo Moura de Souza Santos, da qual a revista Época publicou uma frase. Repito: uma frase.

Em 15/01/2014, às 16:11, Marcelo Moura de Souza Santos – Redação Época – Editora Globo escreveu:
Caro Luiz Eduardo,
Obrigado pela gentileza. Do que trata seu próximo livro?
Para não tomar seu tempo, resumirei minhas perguntas em uma só, de resposta tão longa quanto o senhor puder. O que explica e como resolver o caos no sistema carcerário brasileiro?

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‘A sociedade em seu conjunto terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial’

A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20  livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.

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“O Brasil tem que acabar com as PMs”

Uma das maiores autoridades do País em segurança pública, o professor diz que a transição democrática precisa mi_12065979513264899chegar à polícia
por Wilson Aquino e Michel Alecrim

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“A massa policial está insatisfeita. Mais de 70% das
polícias consideram o modelo atual equivocado”, diz ele

Doutor em antropologia, filosofia e ciências políticas, além de professor e autor de 20 livros, Luiz Eduardo Soares é conhecido, mesmo, por duas obras: “A Elite da Tropa 1 e 2”, que inspiraram dois dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional: “Tropa de Elite 1 e 2”. Considerado um dos maiores especialistas brasileiros em segurança, Soares, 59 anos, travou polêmicas em suas experiências na administração pública. Foi coordenador estadual de Segurança, Justiça e Cidadania do Rio de Janeiro entre 1999 e 2000, no governo Antony Garotinho, e Secretário Nacional de Segurança do governo Lula, em 2003. Bateu de frente com os dois e foi demitido. Nos últimos 15 anos, dedicou-se, junto com outros cientistas sociais, à elaboração de um projeto para modificar a arquitetura institucional da segurança pública brasileira, que, no entender do professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), passa necessariamente pela desmilitarização das polícias e o fim da PM – como gritam manifestantes em passeatas. O trabalho virou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 51, apresentada no Congresso Nacional pelo senador Lindbergh Faria (PT-RJ).

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Luiz Eduardo Soares fala sobre os números de homicídios no Brasil, e explica suas causas

Link para entrevista >>

La experiencia brasileña enseña que la “mano dura” degrada las instituciones

Luiz Eduardo Soares, ex secretario de Seguridad de Brasil, reflexiona en torno a las propuestas de militarizar la respuesta al crimen y bajar la edad de imputabilidad.

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Escribir el BOPE

Por Juan Terranova

Luiz Eduardo Soares habla mucho pero sin apuro. Es el autor de más de diez libros, entre ellos Tropa de Elite, escrito con los ex-policías del

Luiz Eduardo Soares

Luiz Eduardo Soares

BOPE André Batista y Rodrigo Pimentel. Publicado en la Argentina por Editorial Marea, el libro tuvo un recorrido curioso. Destinado a ser leído por la izquierda sensible a los problemas del abuso policial y la marginalidad, extraordinaria película de José Padilla mediante, no recibió el interés que merecía y que sí tuvo en Brasil. El progresismo argentino una vez más se dejaba ganar por sus prejuicios. La película de Padilla fue percibida como “demasiado violenta” o incluso “fascista”. El desconocimiento de la situación brasileña y de la vida y la muerte en las favelas cariocas también ayudó. En el prólogo del libro los tres autores dicen: “¿Cuál es el antídoto para la corrupción? En la historia del BOPE, la respuesta fue siempre una: el orgullo. Un orgullo personal y profesional. Con pleno respeto al uniforme negro. Antes la muerte que el deshonor”. Soares está en Buenos Aires para participar del festival BAN! donde va a hablar de los niños delincuentes del Brasil, sobre los que escribió en la novela titulada Cabeça de Porco con la ayuda del rapper Mvbill y el presidente de la Central Única de Favelas, Celso Athayde.

¿Como fue su paso por la Secretaria Nacional de Seguridad en el 2003?

Primero tuve un cargo en Rio como Secretario Adjunto donde desarrollamos una experiencia muy interesante, muy ambiciosa, de recreación de prácticas policiales. Hubo una gran confrontación con los sectores no democráticos y corruptos de la policía. Había que repactar con la policía. Me radicalicé en mi postura y fui exonerado. Me amenazaron. Me tuve que ir de Rio. Viajé a los Estados Unidos. Volví. Fui a Porto Alegre, donde trabajé en Restinga, en la zona sur de la ciudad, que es el área más pobre y también la más violenta. Con una trabajo preventivo, bajamos la taza de asesinatos de cuatro o cinco por mes a cero. Lula me llamó para formar parte de su gobierno. Armamos un proyecto muy ambicioso también, esta vez a nivel nacional. Se nos dio espacio para la experimentación en el orden de los social. Tuvimos una excelente participación multisectorial con la educación y la salud. Se crearon mecanismos de participación popular. Durante dos años se trabajó muchísimo. ¡Los gobernadores lo apoyaban! Se aprobó, iba a salir, un gran pacto para reformar la seguridad en Brasil, estaba todo listo. Y se cayó. Fue una gran frustración.

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