O Agente Secreto: Pra não morrer na praia
Publicado 12/01/2026
Para mascarar a finitude e evitar os riscos da construção de um futuro comum, Brasil pode, como Fernando, condenar-se à indiferença e solidão. Mas se o país é capaz desse filme, pode salvar-se do enredo medíocre e decadente em que se meteu
A metamorfose de Wagner Moura nas cenas finais de O Agente Secreto insinua paradoxos que oferecem pistas formidáveis para a identificação do enigma que nós somos -nós, o formigueiro
magnífico cravado nos trópicos. Nomear o enigma, acercar-se dele, não significa desvendá-lo, mas talvez nos deixe mais perto do cão sem plumas e do coração selvagem das coisas que perdemos no fogo. Perto o suficiente para impedir que continuemos a negar sua existência. Perto o bastante pra sentir o cheiro de enxofre e queimar as pontas dos dedos. O incêndio guardado na caixinha de música da vovó é a mais poderosa arma de destruição em massa -como o cinema feroz e delicado, arrebatador e rigoroso, popular e sofisticadíssimo de Kleber Mendonça. Afinal, se nosso país é capaz desse filme, é perfeitamente capaz de salvar-se do enredo medíocre e decadente em que se meteu.
A estética bolsonarista
Um debate sobre estética com #FloraSussekind; #GeorgetteFadel; #LuizEduardoSoares; #Tomazklotzel
Bolsonaro e o Mundo Armado no Brasil – Live
Luiz Eduardo Soares e Piero Leirner debatem o tema “Bolsonaro e o mundo armado no Brasil”, em seminário do IEA-USP, em 19 de junho de 2020.
Roda das rosas #5 – Live
Convidados:
Vladimir Pinheiro Safatle é professor titular da cadeira de Teoria das Ciências Humanas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Autor, entre outros, de A esquerda que não teme dizer seu nome (2012), O circuito dos afetos (2015) e Dar corpo ao impossível (2019).
Luiz Eduardo Soares é um antropólogo, cientista político e escritor. Considerado dos mais importantes especialistas em segurança pública do Brasil. Autor, entre outros, de Elite da tropa (2006), Desmilitarizar (2019) e Brasil e seu duplo (2019).
Mediação: Arthur Hussne Bernardo
Redes, parangolés e a conjuntura nacional
RESUMO Antropólogo e um dos articuladores da Rede Sustentabilidade critica o ambiente de antagonismo e ódio que se acirrou na política e na sociedade brasileiras com as eleições de 2014. No texto, o autor de “Elite da Tropa” recorre à obra do artista Hélio Oiticica para refletir sobre novos rumos para o debate e a prática política no país.
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