Luiz Eduardo Soares radiografa o Brasil distópico em novo livro
Por Kátia Mello para o portal Geledés
Em “Escolha sua distopia – ou pense pelo avesso”, antropólogo denuncia a cultura punitivista, inseparável do racismo estrutural, e analisa o avanço do neofascismo a ser enfrentado por políticas sustentadas nos Direitos Humanos
Luiz Eduardo Soares lança “Escolha sua Distopia” e lota livraria no Centro do Rio
Novo livro do antropólogo reúne ensaios sobre violência, política e democracia; lançamento contou com parlamentares e intelectuais
A Livraria Leonardo da Vinci, no Centro do Rio, ficou lotada na noite desta segunda-feira (25) para o lançamento do novo livro do antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares. Intitulada Escolha sua Distopia: (ou Pense Pelo Avesso), a obra foi publicada pela Editora Almedina e apresentada em um evento que reuniu debate e sessão de autógrafos.
Lançamento do livro – Escolha sua distopia – de Luiz Eduardo Soares
Por mais que eu fosse otimista e esperasse encontrar muitos amigos e amigas no lançamento do meu livro, eu nunca imaginaria uma demonstração tão generosa de afeto e solidariedade.
Só me resta dizer muito obrigado.
‘Escolha sua distopia’: Luiz Eduardo Soares lança livro sobre violência de Estado e avanço da extrema direita
Brasil de Fato, 30.jul.2025 por Fabiana Reinholz
Com mais de quatro décadas dedicadas ao estudo da violência e à área da segurança pública, o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares lança Escolha sua distopia (ou pense pelo avesso), editora Edições 70, livro que reúne 13 artigos, ensaios e um depoimento pessoal. A obra articula pesquisa acadêmica, experiência em gestão pública e escrita literária para refletir sobre os caminhos da democracia e os impasses da sociedade brasileira diante do avanço do autoritarismo.
O lançamento acontece nesta sexta-feira (1º), às 18h, no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A atividade integra o debate “Segurança cidadã e democracia”, promovido pelo Instituto Novos Paradigmas (INP) e o Democracia e Direitos Fundamentais (DDF). Participam da mesa o ex-ministro da Justiça e ex-governador do RS, Tarso Genro; o mestre em Sociologia e jornalista Marcos Rolim; e a socióloga Bruna Koerich. A mediação será feita pela jornalista e doutora em comunicação Sandra Bitencourt.
Leia Mais...»SARAU MEMÓRIAS DA DITADURA – LADO B
Tinha a ditadura prendendo e arrebentando, tinha o valoroso pessoal resistindo a sério e tinha o lado B, gente desbundando, ousando, delirando, contra o autoritarismo & a caretice.
SARAU MEMÓRIAS DA DITADURA – LADO B recebe o antropólogo, cientista político e escritor LUIZ EDUARDO SOARES. Com a bancada da casa, LUÍS AUGUSTO FISCHER, DIEGO GRANDO e KATIA SUMAN numa vibe sexo, drogas & rock’n’Raul. canja – Ana Matielo
SARAU MEMÓRIAS DA DITADURA – LADO B – 29.07.25
Ocidente 20h
ingressos: 40 pila
Antecipados via pix: katia@radioeletrica.com
Enviar comprovante para o mesmo email.
Debate e lançamento do livro de Luiz Eduardo Soares

Debate e lançamento
do livro de Luiz Eduardo Soares
Participantes:
Tarso Genro
Marcos Rolim
Bruna Koerich
Mediadora: Sandra Bitencourt
Organizadora: Juliana Foernges
01 de agosto/18hs/
Centro Cultural da UFRGS
Rua Eng. Luiz Englert, 333
Porto Alegre – RS
Programa de Pós-Graduação em ciência da Literatura da UFRJ com a Cátedra Patricia Acioli,
Programa de Pós-Graduação em ciência da Literatura da UFRJ com a
Cátedra Patricia Acioli, do Colégio
Brasileiro de Altos Estudos/UFRJ
Ficção científica
(ou especulativa), violência e mundos alternativos
PROFESSORES:
Luiz Eduardo Soares e
Felipe Lima
6 de agosto a 19 de dezembro/2025
Aulas presenciais no CBAF
Informações e inscrições em:
Estamos entre o medieval e neofascismo
Luiz Eduardo Soares avalia, à coluna GENTE, o cenário atual da política brasileira e os desafios na segurança pública do país
Um dos autores de sucessos da literatura nacional, como Cabeça de Porco (2005) e Elite da Tropa 1 e 2 (2006, 2010), tendo este inspirado o cultuado Tropa de Elite (2007, 2010), o antropólogo Luiz Eduardo Soares, 71 anos, marca sua estreia na ficção com Crânio de Vidro Selvagem (Brasa Ed.). A obra narra o reencontro de dois antigos militantes de esquerda, que revisitam memórias marcadas por afetos e divergências. Com relatos que espelham momentos da vida do autor, o romance propõe uma leitura crítica do país, abordando o esvaziamento das mobilizações de rua, a ascensão das redes sociais no debate político e o desgaste do diálogo em meio à guerra de narrativas. Em conversa com a coluna GENTE, o cientista político, que foi subsecretário de Segurança do Estado do Rio no governo Anthony Garotinho, avalia o cenário atual da política brasileira e os desafios na segurança pública do país.
Leia Mais...»Glauber, heroísmo e refundação da política
Para o site Outras Palavras, 22/04/2025
Vida institucional brasileira rasteja, aferrada à mercantilização, incapaz de se inspirar em quem tentou dar-lhe vitalidade, grandeza e viés solidarista. Por isso precisamos de quem, como o deputado, entrega o próprio corpo à luta coletiva
No ano 2000, publiquei um artigo no site No, sob o título “Perdão e esquecimento: a cultura política brasileira e as lições da África do Sul”i, onde procurava mostrar que a subordinação da política ao mercado corroía a credibilidade das instituições democráticas e poderia abrir, perigosamente, espaço para a reemergência do autoritarismo, se forças conservadoras identificassem a profundidade da rejeição popular à cultura política liberal e oferecessem um blend ideológico de ordem e mudança. O artigo afirmava a negligenciada importância do heroísmo – entendido como o sacrifício dos próprios interesses, quando não da própria vida –, como fonte de valor e legitimidade da política, talvez a única força moral e afetiva capaz de reverter a hegemonia degradante da mercantilização generalizada.
Reproduzo, aqui, sinteticamente, o artigo escrito há 25 anos, em homenagem ao gesto de um político que honra o instituto da representação. Durante dez dias, o deputado federal Glauber Braga, ameaçado de perder o mandato por se opor ao jogo das emendas secretas, esteve em greve de fome. Decidiu pôr sua vida em risco em resposta ao absurdo. Sua decisão causou surpresa e perplexidade. Havíamos esquecido que política não se restringe à lógica liberal, utilitária e individualista. Para evocar virtudes heróicas na política, não é preciso recorrer às armas. Basta apagar a fronteira entre privado e público, não para tornar a sociedade voyeur de intimidades narcísicas, mas para entregar o próprio corpo à luta política coletiva.
Leia Mais...»Genocídio negro: o STF agirá?
Para o Site – Outras Palavras – Publicado 23/03/2025
“Aboliremos a escravidão, desde que…”, diziam os oligarcas no Império. A mesma lenga-lenga cerca agora a ADPF-635, que interromperá, se aprovada, as operações policiais mortíferas nas favelas e periferias. O Supremo se atreverá a acolhê-la?
Nesse domingo, 23 de março, na Folha de SP e no Globo, ótimo artigo de Elio Gaspari compara as resistências ao projeto de lei do governo federal que busca tornar menos injusto o Imposto de Renda às evasivas dos anti-abolicionistas, no século XIX, que se diziam de acordo com o fim da escravidão, “desde que”… Havia sempre um “desde que”, exigindo reparações aos proprietários penalizados com a perda de seus ganhos e alertando para riscos de desorganização da economia, instabilidade jurídica e desordem pública. Enquanto lia o catálogo da infâmia escravagista, pensava na população vulnerabilizada do Rio de Janeiro e nos inumeráveis “desde que” ainda em voga, mobilizados diariamente por políticos e policiais para postergar mudanças urgentes na segurança pública. Contra a ADPF 635, que o STF se prepara para votar, evocam o “desde que” sem pruridos, sacrificando a razão, as evidências e qualquer veleidade de honestidade intelectual.







