Entrevista a Angela Faria, no caderno Pensar do Estado de Minas
Entrevista a Angela Faria, no caderno Pensar do Estado de Minas – publicado em 22 de junho, 2013
Luiz Eduardo Soares
(Antropólogo, cientista político e escritor, professor da UERJ)
As perguntas são as seguintes:
(1) Que lições a moçada está dando ao país? Diz-se que a “desorganização” do movimento deles pode levar: 1º) a nada. 2) ao reforço de posturas conservadoras, dos “neocons” verde-amarelos. Você concorda?
Leia Mais...»Luiz Eduardo Soares: o que vem depois da queda da tarifa?
O movimento dependerá da capacidade de não confundir rejeição ao atual sistema político-partidário com recusa da democracia. É urgente incluir na agenda a refundação do modelo policial.
Por Luiz Eduardo Soares
Há uma semana escrevi sobre o movimento pelo “passe livre” (www.luizeduardosoares.com), chamando a atenção para o fato de que o novo surpreende e assusta, porque rompe a estabilidade das expectativas, coloca em xeque nossos esquemas cognitivos, revela a precariedade da ordem social e evoca o espectro de nossa finitude. Somos levados a reconhecer que não apenas a vida humana é frágil como aquilo que chamamos “realidade” é débil e movediço. Por isso, o desconhecido tende a suscitar em nós reações defensivas e explicações que funcionam como a confirmação do que já se sabe — ou se supõe saber. Se o propósito é conhecer, devemos buscar, com humildade, a compreensão autorreflexiva e a desnaturalização das descrições correntes. Até porque todo esforço de entendimento é também ação política.
Leia Mais...»O que eu sei e o que não sei sobre as manifestações pelo passe livre
Luiz Eduardo Soares
Diante de um fenômeno que rompe a rotina e surpreende a expectativa de estabilidade, as reações individuais são as mais variadas. Entretanto, de um modo geral, o primeiro impulso é defensivo e visa a auto-conservação. Qualquer mudança nos ameaça porque traz consigo a fantasia de que nosso mundo pessoal tão precário e incerto está em risco e pode ruir a qualquer momento. Essa fantasia provém da radical insegurança que nos é constitutiva, seres mortais que somos. Não apenas a vida humana é frágil como aquilo que chamamos “realidade” é débil e movediço. Para sustentar-se, nossa “realidade” precisa dos outros, do olhar alheio, de seu reconhecimento, de sua confiança, da reiteração de manifestações de amor, amizade e respeito. A “realidade” depende das redes sociais que tecem afetos, valores, símbolos e ideias, tudo isso embrulhado em narrativas cotidianas verossímeis para o conjunto dos interlocutores.
Leia Mais...»11/9 Cinismo S.A. – Carta aberta aos meus amigos humanistas
Luiz Eduardo Soares
(Artigo originalmente publicado no site www.no.com.br, em setembro de 2001. Posteriormente, incluído em meu livro, Legalidade Libertária –Lumen-Juris, 2006.)
Cada um de nós tem suas razões para se emocionar com o crime bárbaro do dia 11 de setembro de 2001, que derrubou as duas torres do World Trade Center e talvez tenha encerrado um capítulo da vida humana no planeta. Alguns choram a perda de amigos, outros sofrem ante mais uma demonstração de insanidade, outros se horrorizam ante os prováveis desdobramentos catastróficos, em todo o mundo, e se solidarizam com a dor das vítimas e de seus familiares.
O Brasil pode ser mais legal?
Luiz Eduardo Soares homenagem a Zuenir Ventura
Os organizadores do Café Literário, da Bienal do Livro, por intermédio do coordenador, Prof. Italo Moriconi, me convidaram para responder à seguinte pergunta: “O Brasil pode ser mais legal ?” Para minha alegria, fui brindado com o privilégio de contar com Zuenir Ventura como parceiro de mesa e com a mediação de Marília Martins.
Rio de Janeiro
Luiz Eduardo Soares
Publicado na revista Poder (dez/2010-jan/2011)
Balneário decadente, belo e violento, arena ardente e sensual de miséria e desordem? Ou estado cheio de vida e possibilidades atraentes, antecipando um país que se reinventa? Pálida imagem melancólica de uma corte extinta? Ou retrato vibrante do futuro? Relicário de perdas ou ensaio geral de uma sociedade mais democrática? O Rio de Janeiro não é isso ou aquilo: é tudo isso, ao mesmo tempo. Nos próximos anos, a balança se inclinará para o cenário positivo ou negativo, dependendo do que fizermos dos desafios que, hoje, nos inspiram e assombram.
Leia Mais...»Bolcheviques e gambás na carnificina dos dossiês
Luiz Eduardo Soares
A manipulação de dossiês é uma prática repugnante e é bom que se torne alvo da repulsa coletiva. Pena que a mídia tenda a focalizar o problema apenas em campanhas eleitorais. Houve, sim, é verdade, reportagens importantes sobre manobras clandestinas, politicamente orientadas, alimentadas por dossiês fabricados ad hoc para atingir a reputação de pessoas honradas. Mas são raras essas matérias, enquanto a prática, infelizmente, é contínua.
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