Temas do pensamento social brasileiro Segurança Pública
Luiz Eduardo Soares
(Publicado no livro Agenda Brasileira, temas de uma sociedade em mudança; organizado por Lilia Schwarcz e André Botelho –Cia. das Letras, 2011)
Está aí um daqueles temas sobre os quais todo mundo tem opinião. Seleção brasileira e segurança pública emocionam, mobilizam, provocam reações e suscitam ideias. Vou tratar da segunda, ainda que o futebol fosse mais atraente e nos trouxesse recordações e sentimentos mais amenos e gratificantes. Quando todos conhecem o assunto, entramos em área de perigo e o alerta do pesquisador dispara. Por um motivo muito simples: o excesso de notícias, conversas e opiniões transmite a impressão de que todos falamos da mesma coisa e concordamos quanto ao essencial, o que pode ser falso –frequentemente, é.
Leia Mais...»Pintada para a Guerra, vá, Martha, ser gauche no comando
Luiz Eduardo Soares
Não mais a guerra contra meninos descalços, mas a velha batalha sempre adiada contra a sombra de nosso passado. Admiro Martha Rocha desde que a conheci, no início dos anos 90, quando se destacava da mesmice conservadora e machista predominante, na polícia civil do Rio de Janeiro, ainda fortemente contaminada por corrupção epidêmica e visceralmente comprometida com grupos de extermínio e a prática da tortura.
Leia Mais...»A crise no Rio e o pastiche midiático
Luiz Eduardo Soares
Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu–, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios.
Leia Mais...»Segurança Pública no Brasil, hoje: muitos sertões, poucas veredas
Luiz Eduardo Soares
Publicado em O Estado de Minas, 2010 – Segurança Pública no Brasil, hoje: muitos sertões, poucas veredas
Em 2002 o PT venceu as eleições prometendo não adotar a postura dos governos anteriores. O presidente comprometeu-se a chamar para si a responsabilidade na segurança pública, pagando o preço político em nome do interesse público. A bússola era o plano nacional que ajudei a redigir, ao longo de um ano de trabalho coletivo, e para o qual me cabia, como secretário nacional de segurança, em 2003, criar condições de implementação.
Leia Mais...»O que sugeri ao MP da Bahia
Luiz Eduardo Soares
Em 2009, dei uma palestra, promovida pelo MP da Bahia, a um grupo inter-institucional, formado para pensar e propor mudanças na segurança pública local, que não vai nada bem. Falei bastante, expus diagnóstico e propostas. O leitor ou a leitora interessada pode ler minhas últimas entrevistas (à Veja on line e ao Le Monde Diplomatique, Brasil), ambas postadas aqui mesmo, neste site.
Leia Mais...»Elite da Tropa 2: projeto literário e intervenção política
Luiz Eduardo Soares
O livro Elite da Tropa 2 é a quarta obra de uma tetralogia à qual dediquei os últimos sete anos de trabalho. A série inclui Cabeça de Porco (escrito com MV Bill e Celso Athayde –Objetiva, 2005), Elite da Tropa (com André Batista e Rodrigo Pimentel –Objetiva, 2006) e Espírito Santo (com Carlos Eduardo Ribeiro Lemos e Rodney Miranda –Objetiva, 2009). A intenção do Cabeça de Porco era mergulhar no mundo de valores, percepções, sentimentos, relações e práticas dos jovens envolvidos com a violência armada, nas áreas mais vulneráveis de cidades situadas em todas as cinco regiões do país.
Leia Mais...»Prólogo para as edições argentina e espanhola de Elite da Tropa
Os brasileiros vivemos sob ditadura entre 1964 e 1988, quando foi promulgada a primeira Constituição realmente democrática de nossa história. Alguns historiadores disputam a data, porque o regime autoritário foi se desmontando gradualmente, ao longo de muitos anos, sem rupturas. Este é o estilo nacional: em vez de revoluções e insurgências sangrentas, a negociação entre as elites: espelho e fonte de nossas profundas e estruturais desigualdades.
Leia Mais...»Entrevista Revista Época
1) Como o senhor avalia a segurança pública no futuro governo Dilma Rousseff?
Resposta: Quando candidata, a presidente Dilma quase não se pronunciou sobre o tema ou o fez de forma genérica, mencionando aqui e ali uma ou outra possível iniciativa, como o controle das fronteiras e a expansão o modelo das UPPs. Não foi apresentado um plano nacional de segurança pública com amplitude e especificações técnicas. Durante a transição, a presidente referiu-se à segurança apenas para classificá-la como prioridade. Mais não disse. Portanto, seria leviano antecipar juízos.
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