Terça-feira – 31/05 – 19:30
Convidado: Luiz Eduardo Soares
Com Martiniano Cavalcante, Jefferson Moura e Henrique Acker
Facebook, 18 dejulho de 2022
O golpe foi anunciado, hoje, oficialmente, e para o mundo. A situação nunca foi tão grave. Nos EUA, Trump anunciou, antecipadamente, que não aceitaria o resultado das eleições (se perdesse). Bolsonaro acaba de declarar que, se a legislação eleitoral em vigor for mantida, não haverá eleições.
Leia Mais...»Facebook, 17 de julho de 2022
A grande mídia lava as mãos
Luiz Eduardo Soares
Observem que curioso: quando duas crianças brigam na escola, obtém-se resultados opostos se o inspetor diz que “fulano agrediu beltrano” ou que “beltrano acusa fulano” de tê-lo agredido. No primeiro caso, trata-se de saber se a vítima está bem e o que fazer com o agressor para que a agressão jamais se repita. No segundo caso, levantam-se suspeitas tanto sobre o acusador quanto sobre o acusado e, não raro, quem paga o pato é o acusador, cuja imagem oscila entre delator e covarde. No primeiro caso, a tendência é que se puna o agressor. No segundo, a tendência é que se suplique ao acusador que cesse a confusão, e ambos são repreendidos. “Essas crianças, diz-se com enfado e resignação, sempre aprontando…”
Leia Mais...»Facebook, 12 de julho de 2022
Luiz Eduardo Soares
Tem a ver com ódio, sim, como todo mundo (de bom senso) tem dito. Estamos
todos chocados e tristes (mesmo aqueles adversários do Marcelo, em Foz do Iguaçu,
que não foram inteiramente devorados pelo fanatismo). Mas não se trata propriamente
de ódio, que é uma força vital como os outros afetos -o ódio não nos é estranho, nem
poderia sê-lo, e não há como exorcizá-lo. O ponto que a agulha da crítica deve espetar é
a autorização.
TERÇA, 14/06/2022: No episódio de hoje, recebemos o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares. Considerado um dos mais importantes especialistas em segurança pública do Brasil, o professor conversa com Lucas Rohan e Paula Bianchi sobre como o tema será debatido na campanha eleitoral deste ano, os retrocessos do governo Bolsonaro e as expectativas para o futuro.
Terça-feira – 31/05 – 19:30
Convidado: Luiz Eduardo Soares
Com Martiniano Cavalcante, Jefferson Moura e Henrique Acker
“A jogada de Bolsonaro é imprimir mais violência, multiplicar casos, trazer para a agenda essas questões, radicalizar as polarizações na sociedade em torno desse tipo de discurso. A jogada do bolsonarismo, do Claudio Castro aqui no Rio, da ultradireita, dos fascistas é: vamos multiplicar os casos, vamos jogá-los no caldeirão desse debate infindo. Bolsonaro não tem mais nada a propor senão violência e arma. Temos que ter muito cuidado. Não vamos nos silenciar, mas vamos denunciar a operação e apontar para a agenda popular, que é a pauta da miséria, da fome, do desalento, do desemprego, da destruição do nosso país”.
Leia Mais...»Entrevista a Flavia Tavares, postada na Newsletter do Canal Meio.
Edição de Sábado: Porões, polícias e política
Por Flávia Tavares
Quatro semanas atrás, a Edição de Sábado trazia o depoimento de Diego Aguiar, morador da favela de Jacarezinho, que havia testemunhado o assassinato, por um policial militar, de Jonatan Ribeiro de Almeida. Ele lamentava que a tragédia tivesse acontecido às vésperas do aniversário de um ano da operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, com 28 mortos, ali mesmo em sua comunidade. Pois a semana que passou tornou inescapável que o Meio voltasse ao tema. Na terça-feira, nova operação, dessa vez na Vila Cruzeiro, deixou 23 vítimas. No dia seguinte, as imagens de Genivaldo de Jesus dos Santos, 38 anos, contido no camburão onde seria asfixiado com gás lacrimogêneo, em Sergipe, redefiniram a noção de barbárie policial.
Leia Mais...»247 – Luiz Eduardo Soares, professor da UFRJ e especialista em segurança pública, avaliou, em entrevista à TV 247, que a chacina na Vila Cruzeiro, que deixou 26 mortos, foi uma operação política, e não de segurança pública.
Segundo ele, um dos principais objetivos da matança é exacerbar o antagonismo com o STF. Além disso, o evento atrai a esquerda para a armadilha da pauta da segurança pública, que deve ser enfrentada seriamente.
“Temos de denunciar a brutalidade policial letal, falar do genocídio de jovens negros e pobres”, disse. “Se trata de uma operação política buscando nos atrair para uma armadilha, de modo que as questões que estão levando o Lula a uma eleição no primeiro turno sejam substituídas por um debate que, para ser vencido, exigiria que nós enfrentássemos questões que negligenciamos. Temos de vencer essas eleições e iniciar, junto com o processo de reconstrução do Brasil, esse trabalho que foi adiado desde 1988″.
Outras Palavras, 03, de maio de 2022
O que pode proteger a democracia dos fascistas não são os acordos e instituições, mas as emoções tomando as ruas, eletrizando o país. E um horizonte de mudanças profundas em uma sociedade que, sem elas, ruma para a auto-destruição
Leia Mais...»Para o site Outras Palavras, 19/02/22
Pacto contra o racismo e o ódio aos pobres. Núcleos populares para garantir a aplicação de novas políticas. Defensorias Públicas fortalecidas. Mesmo que reúna múltiplos interesses, frente antifascista pode mudar a face da segurança pública.
O Brasil precisa de mudanças profundas e urgentes, mas qualquer candidatura progressista que tente se viabilizar para derrotar o neofascismo bolsonarista necessitará coligar-se com forças conservadoras, em torno de um projeto centrista de reconstrução democrática. A situação é tão dramática e o país regrediu tanto, que a vitória da coalizão moderada será celebrada como o triunfo da vida sobre a morte.
Leia Mais...»