Terça-feira – 31/05 – 19:30
Convidado: Luiz Eduardo Soares
Com Martiniano Cavalcante, Jefferson Moura e Henrique Acker
Facebook, 05/08/2022
Que tristeza a partida de Jô Soares. Fui a seu programa poucas vezes, acho que foram quatro, sempre experiências fraternais e gratificantes. Ele sempre foi comigo muito respeitoso e inteligente, e eu o admirava. Numa das vezes, defendi a legalização das drogas e o fim do encarceramento de jovens varejistas do comércio de substâncias ilícitas. Ele reagiu um pouco, não parecia convencido, pelo menos fez ali o papel do advogado do diabo. Mas foi amigável e ouviu meus argumentos. Acontece que a produção, para compensar, havia convidado um certo deputado, chamado Jair Bolsonaro, que seria entrevistado logo depois de mim. Era 2005. Quando o capitão, feroz, tentou desmoralizar meu argumento e disse que daria um tiro na testa do jovem a que eu havia me referido, Jô, que me parecera, enquanto eu falava, crítico de minha posição, deu ao deputado uma aula, reapresentando sinteticamente, mas com precisão, minha análise. Puxou o tapete sob os pés do capitão que se reportara a mim com grosseria e arrogância. Tirei o chapéu pro mestre Jô, dei-lhe um abraço, no final. Hoje, tiro de novo meu chapéu e lhe dou o
abraço final, com muito pesar. Obrigado por tudo, Jô.
Facebook, 04/08/2022
Amigos e amigas, o PSB, o PV, a Rede, o PCdoB, o Solidariedade e o PSOL entraram ontem (dia 3 de agosto de 2022), no STF, com uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) para que, de modo cautelar e preventivo, seja declarada a inconstitucionalidade de determinada legislação infra-constitucional sobre as PMs -anterior à promulgação da Constituição e francamente inconstitucional, mas ainda em vigor- e que tem sido referida em algumas ameaças golpistas, como suas supostas fundamentações legais.
Leia Mais...»Leia Mais...»Projeto que visa blindar PMs de controle institucional avança no Congresso e pode enterrar décadas de luta pela reforma do modelo policial. É preciso barrá-lo: poder político e população não podem ficar ainda mais reféns das armas
Luiz Eduardo Soares reage à reunião de Bolsonaro com embaixadores e defende mobilização da sociedade contra tentativa de golpe
por Ivan Longo
O antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, em texto que viralizou nas redes sociais na segunda-feira (18), considera que a reunião de Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores estrangeiros configura um anúncio de golpe ao mundo. Na apresentação a representantes diplomáticos, o presidente repetiu teorias conspiratórias, já desmentidas, sobre fraude nas urnas, atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e fez declarações golpistas no sentido de ameaçar a realização das eleições deste ano. “O golpe foi anunciado, hoje, oficialmente, e para o mundo. A situação nunca foi tão grave.
Leia Mais...»Facebook, 18 dejulho de 2022
O golpe foi anunciado, hoje, oficialmente, e para o mundo. A situação nunca foi tão grave. Nos EUA, Trump anunciou, antecipadamente, que não aceitaria o resultado das eleições (se perdesse). Bolsonaro acaba de declarar que, se a legislação eleitoral em vigor for mantida, não haverá eleições.
Leia Mais...»Facebook, 17 de julho de 2022
A grande mídia lava as mãos
Luiz Eduardo Soares
Observem que curioso: quando duas crianças brigam na escola, obtém-se resultados opostos se o inspetor diz que “fulano agrediu beltrano” ou que “beltrano acusa fulano” de tê-lo agredido. No primeiro caso, trata-se de saber se a vítima está bem e o que fazer com o agressor para que a agressão jamais se repita. No segundo caso, levantam-se suspeitas tanto sobre o acusador quanto sobre o acusado e, não raro, quem paga o pato é o acusador, cuja imagem oscila entre delator e covarde. No primeiro caso, a tendência é que se puna o agressor. No segundo, a tendência é que se suplique ao acusador que cesse a confusão, e ambos são repreendidos. “Essas crianças, diz-se com enfado e resignação, sempre aprontando…”
Leia Mais...»Facebook, 12 de julho de 2022
Luiz Eduardo Soares
Tem a ver com ódio, sim, como todo mundo (de bom senso) tem dito. Estamos
todos chocados e tristes (mesmo aqueles adversários do Marcelo, em Foz do Iguaçu,
que não foram inteiramente devorados pelo fanatismo). Mas não se trata propriamente
de ódio, que é uma força vital como os outros afetos -o ódio não nos é estranho, nem
poderia sê-lo, e não há como exorcizá-lo. O ponto que a agulha da crítica deve espetar é
a autorização.
TERÇA, 14/06/2022: No episódio de hoje, recebemos o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares. Considerado um dos mais importantes especialistas em segurança pública do Brasil, o professor conversa com Lucas Rohan e Paula Bianchi sobre como o tema será debatido na campanha eleitoral deste ano, os retrocessos do governo Bolsonaro e as expectativas para o futuro.
Terça-feira – 31/05 – 19:30
Convidado: Luiz Eduardo Soares
Com Martiniano Cavalcante, Jefferson Moura e Henrique Acker
“A jogada de Bolsonaro é imprimir mais violência, multiplicar casos, trazer para a agenda essas questões, radicalizar as polarizações na sociedade em torno desse tipo de discurso. A jogada do bolsonarismo, do Claudio Castro aqui no Rio, da ultradireita, dos fascistas é: vamos multiplicar os casos, vamos jogá-los no caldeirão desse debate infindo. Bolsonaro não tem mais nada a propor senão violência e arma. Temos que ter muito cuidado. Não vamos nos silenciar, mas vamos denunciar a operação e apontar para a agenda popular, que é a pauta da miséria, da fome, do desalento, do desemprego, da destruição do nosso país”.
Leia Mais...»