Por que apoio Marina: postado no facebook em 26 de agosto de 2014
Aos amig@s que discutem democrática e respeitosamente, tenho a maior satisfação em responder. Àqueles que fazem o proselitismo hostil, buscando apenas desconstituir a candidatura de Marina com slogans e acusações, ultrapassando os limites do que um dia se chamou compostura, só me resta responder com o bloqueio. Não vou permitir que usem esse espaço para mera propagação do ódio ou para execução de tarefas profissionais a serviço de sabe-se lá quem. Quanto à equipe de assessores e interlocutores temáticos de Marina, eis o que penso.
Leia Mais...»Luiz Eduardo Soares fala sobre peça “Entrevista com um Vândalo”
Imagine um triângulo amoroso formado por um policial infiltrado, uma escritora e um militante blackbloc. Foi esta a trama idealizada Luiz Eduardo Soares na peça “Entrevista com um Vândalo”, que ficou em cartaz, em curta temporada em junho, no Teatro Sérgio Porto, na cidade do Rio de Janeiro. Soares assina o texto, e Marcus Faustini, a direção. Os atores Márcio Vito, Valquíria Oliveira e Ian Capillé também se revezam no papel de um governador, uma secretária e um coronel da PM. O desejo dos realizadores do espetáculo é que ele tenha uma restreia em um futuro próximo, mas ainda não há nada confirmado.
Leia Mais...»Por que apoio Lindbergh para o governo do Estado do Rio?
Luiz Eduardo Soares
Tomo a liberdade de escrever em clave pessoal, apesar da natureza eminentemente pública do tema: política e eleições. Espero que o desenrolar dos argumentos justifique a opção.
As jornadas de junho de 2013 corresponderam a um deslocamento de placas tectônicas na sociedade, precipitando energia em escala colossal, cujos efeitos nas mais diferentes dimensões só serão conhecidos no futuro. A riquíssima efervescência popular, em sua multiplicidade irredutível, apontava criticamente para a qualidade dos serviços públicos, para as iniquidades assombrosas que resistem aos avanços democratizantes recentes do país, para a brutalidade do Estado delegada à polícia e para as ruínas em que se converteu a representação política, hipnoticamente siderada por negócios escusos, carreiras pessoais e tertúlias internas, e refratária ao diálogo com a sociedade. O jogo da política degradou-se em farsa. Junho conferiu visibilidade ao cadáver insepulto da política tal como tradicionalmente praticada, e não só nas casas parlamentares, também em sindicatos e muitos movimentos sociais. Entretanto, se as fórmulas antigas mal se sustentam, despedaçadas pelo inaudito protagonismo cidadão, o processo exige mais política para que a representação seja reinventada, mais política para que a institucionalidade seja transformada, interagindo com a demanda popular por participação e com o espírito constitucional, tão mais participativo do que tem sido a prática corrente nesse último quarto de século.
Leia Mais...»Entrevista com Vândalo
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Luiz Eduardo Soares: “Acabou o sossego para as elites brancas brasileiras”
por Dario de Negreiros, do Rio de Janeiro, especial para o Viomundo*
O imperativo de desmilitarização das polícias brasileiras tem aparecido com cada vez mais força e maior frequência no debate público, em especial dentre os setores mais progressistas.
Apesar disso, é raro encontrarmos textos que aprofundem a compreensão da questão e que ponham em pauta outras deficiências tão ou mais importantes de nossas instituições policiais.
Isso o faz, seguramente, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, um dos autores da PEC-51, que altera radicalmente a arquitetura institucional da segurança pública no país.
Desmilitarização, ciclo completo e carreira única formam o tripé da emenda constitucional proposta pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
Nesta entrevista, concedida no dia 13 de janeiro, na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), além da discussão mais geral sobre os impasses da segurança pública no Brasil, o professor faz sua análise sobre os resultados obtidos nesta área pelo governo Cabral, no Rio. Sem grandes motivos, em sua ótica, para otimismo.
“O governo parece ser o governo das empreiteiras, para os grandes eventos, a corrupção grassa e as reações às manifestação democráticas são reações repressivas do pior estilo”, diz. “Nós temos realmente uma corrosão da legitimidade política do governo do Rio que é espantosa.”
Soares ocupou os cargos de Secretário Nacional de Segurança Pública (em 2003, no governo Lula) e de Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Rio (entre 1999 e 2000, no governo Garotinho), quando foi também sub-secretário de Segurança Pública. Em parceria com os policiais do Bope Rodrigo Pimentel e André Batista, escreveu o livro Elite da Tropa, que deu origem ao filme Tropa de Elite.
Leia Mais...»A gota de sangue
(Postado no facebook em 10/02/2014)
Luiz Eduardo Soares
A morte do cinegrafista da Band é uma tragédia e um ponto de inflexão no processo político em curso. Pela tragédia, me solidarizo com a dor de familiares e amigos. Quanto à política, esse episódio dramático é a gota d’água, ou a gota de sangue que muda a qualidade dos debates e das identidades em conflito.
Quebrar vitrines é prática equivocada, contraproducente e ingênua, mas compreensível como explosão indignada, ante tanta iniquidade e a rotineira violência estatal, naturalizadas pela mídia e por parte da sociedade. Mas tudo se complica quando atos agressivos deixam de corresponder à explosão circunstancial de emoções, cuja motivação é legítima. Tudo se transforma quando atos agressivos já não são momentâneos e se convertem em tática, autonomizando-se, tornando-se uma espécie de ritual repetitivo, performance previsível, dramaturgia redundante.
Linchamento e rolezinho
Luiz Eduardo Soares (5 de fevereiro de 2014)
Permitam-me compartilhar uma hipótese: as cenas de linchamento na zona sul do Rio, montadas por jovens brancos de classe média, que falam a língua portuguesa com dicção facistóide e racista, são reações performáticas –inconscientes, no confronto intersubjetivo, travado no campo simbólico-político– aos rolezinhos, os quais dramatizam migrações democráticas, suprimindo fronteiras entre centro e periferia, deslocando a primazia violenta e iníqua de classe e cor.
Leia Mais...»Versão integral da entrevista a Marcelo Moura de Souza Santos, revista Época
Aqui está a versão integral da entrevista a Marcelo Moura de Souza Santos, da qual a revista Época publicou uma frase. Repito: uma frase.
Em 15/01/2014, às 16:11, Marcelo Moura de Souza Santos – Redação Época – Editora Globo escreveu:
Caro Luiz Eduardo,
Obrigado pela gentileza. Do que trata seu próximo livro?
Para não tomar seu tempo, resumirei minhas perguntas em uma só, de resposta tão longa quanto o senhor puder. O que explica e como resolver o caos no sistema carcerário brasileiro?
‘A sociedade em seu conjunto terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial’
A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20
livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.
Meus 10 mandamentos, escritos diretamente no facebook, numa noite de insônia (de 18 para 19 de dezembro, 2013)
Luiz Eduardo Soares
No meu caso, a exaustão provocou insônia e vontade de compartilhar meus “10 mandamentos”, que podem ser nove ou vinte e um. São minhas crenças, minha religião, algumas coisas que aprendi ao longo da vida:
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